terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dica do expert: como montar uma nécessaire básica de festa?


 O truque para não ficar toda borrada no fim da noite é bolar uma nécessaire inteligente de festa. E não vale levar aquele arsenal pesado na bolsa, hein? Para te ajudar nessa missão, conversei com o maquiador Lú Ramos, do salão JJ cabeleireiros, em São Paulo. Expert em make, ele prepara muitas debutantes e convidadas para festas e entende tudo sobre o assunto!
“Monte o kit básico com lenço anti-brilho, blush cremoso, lápis para olhos e pó facial. Sabendo usar esses produtos da maneira correta, você não precisa carregar peso na bolsa e ainda consegue manter o look impecável durante a noite inteira”, ensina o beauty artist.
1. Passe a folha anti-brilho suavemente sobre o rosto, principalmente na zona T (testa, nariz e queixo). Isso serve para retirar o excesso de oleosidade da pele.
2. Leve um blush cremoso ou líquido na sua clutch de festa e aplique o produto nas maçãs do rosto e também nos lábios, como se fosse um batom.
3. Na hora de retocar o lápis, passe-o rente aos cílios inferiores e superiores e nunca na linha d’água. Isso evita borrões e faz o efeito durar mais.
4. Finalize com uma camada fina de pó facial no rosto, que vai tirar o brilho excessivo e prolongar o resultado da maquiagem.
 Mais dicas:
*Para não ocupar espaço na bolsa, aposte nas versões miniaturas ou multifuncionais (2 em 1, 3 em 1…), que são incríveis e superpráticas.
* Antes de sair de casa, use uma máscara para cílios à prova d’água. Mais resistente, ela dura até o fim da festa e não deixa os olhos borrados.
*Evite sombras em musse, que derretem facilmente. Versões em pó criam um efeito lindo e resistem por horas na pele.


No nécessaire:
1. Lenços matificantes, Contém 1g, R$ 12
2. Blush líquido BeneTint, da Benefit, R$ 128
3. Pó facial, da Contém 1g, R$ 35,20
4. Lápis para delinear olhos Color Trend, da Avon, R$ 8

Fonte: http://capricho.abril.com.br

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

9 mentiras sobre dinheiro que podem arruinar seu casamento

Saúde

A mentira pode ser sintoma ou consequência de problemas no casamento
São Paulo – Sinceridade e confiança são pré-requisitos para um casamento sadio. Mas quando se fala em traição, nem sempre se trata de infidelidade sexual ou afetiva. Existe outro tipo de traição que pode arruinar um relacionamento: a infidelidade financeira.

Às vezes, para evitar brigas, os casais mentem ou omitem informações financeiras do parceiro. Mas o tiro pode sair pela culatra. Quando a verdade é revelada, o casamento pode entrar em xeque. Em relações onde a confiança não mais existe, as enganações podem ser ainda piores. Não são incomuns os casos de pessoas que tentam blindar o patrimônio por meio da abertura de empresas ou de contas secretas para não terem de dividir os bens em caso de divórcio.

Para evitar esse tipo de constrangimento, os casais podem lançar mão de pactos pré e até pós-nupciais que mudem o regime de bens para “separação total”, em que cada um é dono do que é seu e nada é partilhado em caso de divórcio (saiba mais sobre os regimes de divisão de bens). Mas para isso, é preciso haver confiança, diálogo e acordo de ambas as partes.

A mentira é sempre o pior caminho para manter, salvar ou mesmo sair dignamente de uma relação. Mesmo as menores mentiras podem minar a confiança e destruir toda a base sobre a qual é construído o relacionamento. Casamentos são contratos e cada cônjuge deve se ver como uma empresa que se fundiu com outra – manter a transparência é fundamental para o bom andamento das finanças da família. Veja a seguir nove mentiras sobre dinheiro que podem acabar com o seu casamento:

1. “Ah, esta blusa? Foi presente”: esconder gastos e dívidas

Não são poucos os casamentos que acabam devido à incompatibilidade financeira – em que um dos cônjuges é gastador e o outro é contido. Esconder gastos entra no rol das mentiras financeiras irritantes que deterioram uma relação. Algumas pessoas compram por impulso, gastam muito dinheiro com bobagens e se tornam até gastadoras compulsivas, o que pode levar a família ao endividamento.

No início, são pequenas mentiras: esconder o novo jogo de videogame, dizer que tem aquele par de sapatos há anos, que a blusa nova foi um presente ou que o gadget foi comprado em uma liquidação. Com o tempo, as dívidas podem se multiplicar e se tornar impagáveis. Há quem faça dívidas e não conte para o cônjuge - uma bomba que só vai estourar lá na frente, quando as finanças da família estiverem completamente comprometidas. Em última instância, são os herdeiros que vão ter que pagar essa conta.

2. “Foi apenas uma cervejinha com os amigos”: nutrir um vício escondido

Na mesma linha, mas mais grave, estão as compulsões secretas. Além de serem problemas sérios de saúde, vícios podem destruir uma família, inclusive financeiramente. Em especial quando há mentiras envolvidas. Quem joga, usa drogas, bebe álcool ou mesmo gasta compulsivamente tende a esconder do outro enquanto sangra as finanças da família. Quando se tem um problema dessa natureza e o casamento ainda tem salvação, o melhor é se abrir com o cônjuge e pedir ajuda.

3. “Está tudo bem no trabalho”: esconder um revés financeiro

Por incrível que pareça, há quem perca o emprego ou sofra algum outro revés financeiro e esconda isso do parceiro, fingindo que ainda trabalha normalmente. “Por uma questão de ego, a pessoa não consegue reduzir o padrão de vida e continua gastando, pois não quer deixar faltar nada em casa. Quando se vê obrigado a contar, a situação da família já foi para o buraco”, diz André Massaro, especialista em finanças pessoais da consultoria MoneyFit.

4. “Que tia rica?”: negar ter um parente abastado

Negar ser herdeiro de alguém de posses não só representa uma quebra de confiança como pode ser desnecessário se o medo for dividir a herança com o cônjuge em caso de divórcio. Heranças não são comunicáveis, ou seja, não são partilháveis no regime de comunhão parcial. Só é preciso dividir os frutos dessa herança – aluguéis, valorização de imóvel ou rendimentos de aplicações que ocorrerem após o recebimento da herança e ainda na vigência do matrimônio.

5. “Você é única na minha vida”: manter uma segunda família com a amante

Embora a extensão da traição já seja motivo suficiente para terminar um casamento, manter uma família paralela às escondidas é um tremendo problema financeiro. A quantia destinada à amante e aos filhos bastardos pode começar a fazer falta, levando a esposa a descobrir a traição.

Manter uma segunda família não é crime. Mas em caso de divórcio da esposa “oficial” e não oficialização da relação com a outra, os problemas serão dobrados. “O homem vai ter que dividir o patrimônio. Ou divide em dois, e dá a sua parte para a parceira não oficial, ou divide em três. Já há jurisprudência para os dois casos”, afirma Rodrigo da Cunha Pereira, presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM).

6. “Você sabe exatamente quanto eu ganho”: esconder o valor real dos rendimentos

Alguns cônjuges mentem para o outro a respeito do quanto ganham, ou escondem o recebimento de um bônus, de um aumento ou mesmo a entrada de um dinheiro extra, no caso de um trabalho como freelance, por exemplo. Quem faz isso normalmente quer manter uma quantia só para si, seja para gastos “inocentes”, como um novo gadget, seja para despesas “escusas”. É o chamado “caixa 3”. “No meio jurídico, chamamos informalmente de caixa 3 aquela quantia que um cônjuge esconde do outro”, diz Rodrigo Pereira.

7. “Tudo que é meu é seu”: manter uma conta secreta

O dinheiro do caixa 3 pode ser destinado a uma conta ou uma aplicação mantida em segredo do outro cônjuge. Quem faz isso geralmente quer impedir o acesso do restante da família ao “seu” dinheiro, principalmente se não confiar nos parentes quando o assunto é finanças. Mas há quem faça isso para tentar proteger parte do patrimônio em caso de divórcio.

Além de já ser uma tremenda quebra de confiança, manter uma conta às escondidas é também inútil em caso de separação. Se a conta estiver em território nacional, pode ser facilmente descoberta. Caso o regime de bens do casal seja comunhão parcial de bens e os recursos da conta tiverem sido gerados após o matrimônio, não vai ter jeito: os dois vão ter que dividir. Se a conta for anterior ao casamento, pelo menos os rendimentos gerados após o matrimônio deverão ser divididos.

“Se a pessoa não quer ter de dividir nenhum centavo, é simples. Basta pedir a separação total de bens antes de casar”, diz Pereira. Mesmo um pacto pós-nupcial, feito após o casamento, pode modificar o regime de bens para a separação total. Mas para fazer isso, é preciso que haja sinceridade e acordo entre os membros do casal.

8. Primeiro é “meu bem”, depois “meus bens”: esconder o patrimônio atrás de um CNPJ

Há aqueles que, na iminência de um divórcio, se antecipam ao processo e começam a “esconder” seus bens pessoais atrás de um CNPJ. Abrem uma empresa e transferem para lá boa parte do seu patrimônio, na tentativa de impedir que a quantia entre na partilha. Também há como fazer isso usando um tipo de plano de previdência privada chamado Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), em que o investimento fica em nome da seguradora e não do beneficiário.

De acordo com Rodrigo Pereira, essa estratégia é uma “mentira instituída”, pois se utiliza de um mecanismo legal. Os bens que estão em nome de uma pessoa jurídica não podem entrar numa partilha de divórcio. Mas embora seja legal abrir uma empresa para administrar seus próprios bens – em muitos casos, há vantagens tributárias –, a tentativa de ocultá-los da partilha pode ser caracterizada como fraude. Se detectada, não haverá consequências criminais, mas os bens deverão ser partilhados de qualquer forma.

9. “Tudo que eu tenho está no Brasil”: manter uma conta ou empresa no exterior

Há quem sofistique a fraude e esconda o patrimônio em uma conta ou empresa aberta no exterior. Nesse caso, é bem mais difícil descobrir a fraude, embora não seja impossível. As implicações são as mesmas – o patrimônio terá que ser dividido. “Se a atitude for caracterizada como de má fé é possível fazer o que se chama de desconsideração da personalidade jurídica”, diz Pereira.

Fonte: exame.abril.com.br

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Estátua viva

Para falar a verdade, as chamadas estátuas vivas ou estátuas humanas, não são mais nenhuma novidade. Elas sempre foram uma atração tradicional em teatros de rua das grandes cidades européias e, muito utilizadas em festas de debutantes e casamentos. Muitas pessoas acreditam que este recurso já está ultrapassado, mas você vai poder ver e ler abaixo que as estátuas vivas estão voltando com força total. O segredo é inovar sempre, e tentar não cair na mesmice. Confira!!!

As estátuas vivas estão presentes em praticamente todas as cidades grandes de hoje, sempre atraindo olhares curiosos e de admiração. Um bom exemplo é o centro da cidade de são paulo, mais precisamente na praça da Sé, Vale do Anhangabau e em seus arredores, sempre nos depararamos com verdadeiros artistas desta função, incorporando os mais diferentes e criativos personagens.



Tudo bem! Você já sabe do que estamos falando, e como já disse anteriormente, as estátuas humanas não são mais nenhuma novidade.

A novidade fica por conta do crescente aumento destes profissionais em festas de 15 anos. Todo mundo já deve ter visto um artista incorporando o personagem anjo alado, mas este personagem, praticamente já está um pouco cansativo e as pessoas não mais se interessavam por ele. Foi então que percebemos que os profissionais começaram a inventar personagens personalizados com o tema da festa da debutante, e como a personalização é o objetivo de toda festa de 15 anos, as estátuas vivas começaram a se tornar um ítem da decoração, trazendo maior individualidade e harmonia com o tema da festa.



Um bom exemplo desta personalização de estátuas vivas, você confere abaixo. Adorei essa coisa de "meio borboleta", "meio fada". além de ter achado as asas retorcidas um charme que trouxe um "ar" de dramaticidade ao conjunto todo.

As estátuas vivas são uma ótima opção na entrada do buffet distribuindo alguns mimos para interagir com seus convidados, pode ser qualquer coisa, um gesto, uma lembrancinha, e até mesmo mandar um beijo.

É isso aí meninas, espero que tenham gostado!

Fonte: http://www.debutanteeseus15anos.com.br/estatuas-humanas.html

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Amigas no cortejo do casamento

Toda noiva tem amigas que são especiais, que a acompanharam durante a infância e adolescência e sempre estiveram presentes nos momentos bons e ruins. Na hora do casamento surge a vontade de dar um lugar especial a elas, mas o que fazer quando as amigas são solteiras ou número de padrinhos já extrapolou o limite?
Uma boa idéia é convidá-las para serem damas de honra adultas, também chamadas de bridesmaids ou demoiselle. O costume surgiu na Idade Média e tinha como objetivo afastar e confundir os maus espíritos. As amigas da noiva se vestiam de forma parecida e entravam antes dela no cortejo e também espantavam as energias negativas.
O tempo passou e as bridesmaids continuaram fazendo sucesso nos casamentos, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. As damas costumam usar vestidos parecidos, que podem ser do mesmo modelo e até da mesma cor. Elas devem entrar no cortejo carregando um buquê, que pode ser igual ao da noiva ou diferente.
É bom lembrar que o vestido deve ser mais simples e sem muitos detalhes para não chamar mais atenção do que a noiva. A cor dos vestidos pode combinar com a decoração que a noiva escolheu para o casamento ou estar em sintonia com as cores do buquê. Quanto ao comprimento não existe regra, basta à noiva escolher o que mais lhe agrada.
Além das amigas, irmãs, primas e tias queridas também podem fazer parte das escolhidas. Não existe número certo e o ideal é que as damas de honra adultas entrem em duplas, sempre com as mais baixas na frente e as mais altas atrás. A música pode ser especial para este momento ou ser a mesma escolhida para a entrada da noiva.
As noivas que desejam ter damas de honra adulta, mas também não querem ficam sem a participação das crianças podem ficar tranquilas. As bridesmaids não impedem a escolha de daminhas e pajens, que podem entrar na cerimônia com as alianças, jogando pétalas de rosas e até carregando brinquedos ou a Bíblia.

Fonte: http://www.casamentomarcado.com.br

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Adesivoss

Na hora de cortar a gravata e rolar a vaquinha para ajuda aos noivos...podemos diferenciar e rolar uma brincadeira com os convidados distribuindo os adesivos, principalmente para os homens e tirar fotos com esses adesivos para tornar o momento divertido.







terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Bala personalizada

Para dar aquele gostinho diferente e personalizado na sua festa, que tal distribuir alguns bomboniers com balas personalizadas do seu evento?

Além de servir como lembrança, ainda dá para fazer uma decoração muito legal!!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Se você ama, por que não diz?

Tenho uma amiga que se orgulhava de, em 23 anos de casamento, nunca ter dito “eu te amo” para o marido. Batia no peito como uma vencedora, como o lado vitorioso de um eterno jogo de sedução, em que apenas uma parte cede, e outra capitula. Sua estratégia, garante, deixou-o sempre apaixonado, “no cabresto”. Quando ela o conheceu, disse-me, ele não era o homem sensível que se tornou ao longo de duas décadas, mas um rapaz agitado, que não parava com ninguém. “Eu nunca telefonei para ele para nada”, festejava. “E ele sempre me ligou”.
No fim do ano passado, uma tragédia abateu-se sobre esse casal. O marido teve um ataque cardíaco fulminante e não resistiu. Minha amiga não teve tempo de se despedir, nem mesmo de tentar salvá-lo — foi um enfarto de uma rara violência. O golpe lhe foi fatal; ela o adorava, mas não a ponto de lhe contar que o amava. “Disse por gestos, que, no começo, nunca eram suficientes. Com o tempo, ele passou a entender que não fazia parte da minha natureza dizer isso”.
Numa conversa recente, pedi à viúva que me deixasse publicar seu relato. Ela concordou, porque achava importante dividir com as pessoas a maior dúvida que lhe restou dessa terrível experiência: será que é realmente necessário economizar belas palavras? Quando será que dizê-las não demonstra fraqueza e vulnerabilidade? Por que somos tão pródigos com críticas e reprimendas e tão lacônicos com os momentos de emoção que o outro nos proporciona? Por que temos vergonha de dizer que amamos o marido, a mulher, o pai, a mãe, os irmãos e os amigos? E, se o dissermos, até que ponto não parecemos carentes e pegajosos?
“Antes de me casar, tive vários namoradinhos que sempre reclamaram do meu jeito fechado. Mas era simplesmente impossível para mim dizer o que sentia com tanta facilidade. Fui criada por pais amorosos, mas do jeito deles — era raro quando eles diziam que amavam a mim ou aos meus irmãos. Acho que minha grande influência foi a minha avó, que me dizia para tomar cuidado para não virar peteca na mão dos homens. E eu via o exemplo dos meus irmãos, que se desmanchavam para as meninas e, pelas costas, debochavam porque elas estavam no papo. Elas eram completamente românticos e melosas, e, quanto mais se apegavam, mais eles corriam. Disse pra mim mesma: ‘nenhum homem vai me chamar de melada’. Formei uma casca grossa, e conheci o meu marido.
Éramos amigos de faculdade, mas só começamos a namorar depois. Ele era o que a gente chama de galinha, mas isso era coisa da idade. Com o tempo e alguns perdões depois, engrenamos num relacionamento maravilhoso. Nós nos entendíamos muito bem, ganhamos dinheiro juntos, ele não economizava nas gentilezas. Só eu que não conseguia vencer a barreira de dizer a ele o quanto eu o amava. Nos primeiros anos, ele pedia que eu dissesse as palavras mágicas, mas eu não disse. Quando ele vinha me abraçar, cheio de chamegos, eu respondia: “tá, tá, vou fingir que acredito”, numa postura cínica em relação ao amor dele, o que era injusto, porque ele já tinha me dado várias demonstrações de que era um amor verdadeiro. Acho que eu passei nosso casamento inteiro tentando que ele provasse que me amava de verdade e, a cada prova que ele dava, eu queria outra maior para, enfim, poder dizer o que eu sentia e o que ele queria ouvir. A morte dele foi uma estupidez, ele era novo demais e merecia ter sabido, em bom português, o quanto ele era amado pela sua mulher. Hoje vejo que gestos não bastam; dizer é parte da natureza humana. Vejo pelos meus sobrinhos que os jovens não sabem mais o que é romantismo, que eles se tornaram robôs que encontram e desencontram pessoas na balada e que namorar é um ato banal, de passar um tempo juntos dando beijo na boca”.
Respondi a essa amiga que ela não deveria se culpar; que seu marido, um sujeito mais do que generoso, sabia muito bem o quanto ela o amava, porque era um homem feliz. Mas é fato que existem impulsos que merecem escapar do controle do nosso senso de parcimônia, e que devem, sim, nos subjugar. Qual o problema de nos mostrarmos frágeis de vez em quando? Quem disse que nós só devemos abrir a boca quando tivermos certeza do que sentimos, posto que a certeza muda tanto com o passar do tempo? Num mundo sem toques, olhares e os sons das vozes, de carinhos vazios de Twitter e Facebook, protegidos pela tecla de um computador, o grande desafio do ser humano é ir além do “cutuco” das redes sociais, pegar um carro, enfrentar o trânsito, subir o evelador, tocar a campainha e dizer, sem medo, o que sente. Essa geração, que começou na minha, quando a AIDS explodiu e nós ignorávamos a realidade da doença, aprendeu que é preciso se distanciar para não se envolver. Para ela, o futuro dos Jetsons chegou de fato — não em termos dos carros voadores, mas dos capacetes invisíveis que protegem do contato físico e mantêm as emoções enclausuradas numa sinistra assepsia.
Como dizia o grande Cazuza, eu preciso dizer que te amo. Antes que seja tarde demais.
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Fonte:http://colunas.revistaepoca.globo.com/brunoastuto/2012/01/22/se-voce-ama-por-que-nao-diz/